segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Collatta educação...

“Dicenário” Bienal: fashionistas definem a cenografia do SPFW
Colaboraram Bianca Pelliciari e Lica Altafim

A comunicação é dinâmica e, portanto, precisa acompanhar as mudanças culturais colocadas à prova. Recentemente, a Associação Brasileira de Letras revirou do avesso a gramática tupiniquim, subtraindo acentos, reinventado o uso do hífen e até de alguns termos compostos. O que seria um caos provocativo, na dialética defendida pelo linguista (sem trema mesmo) norteamericano (agora sem hífen!), Noam Chomsky, que defende que a capacidade para produzir e estruturar frases é inata ao ser humano, ou seja, já é uma espécie de herança genética, se transformou no mote central desta edição do SPFW. Palavras e ícones foram colocados ao longo dos corredores da Bienal, instigando leituras pouco convencionais dos visitantes. Cada um interpreta o significado conforme o seu próprio universo. Resolvemos ampliar a discussão e colocar os pingos nos is.

“Dicenário” SPFW:

Sonho. so.nho sm (lat somniu) 1. “A vontade de correr atrás do infinito. O sonho traduz bem isso. Tudo na minha vida se resume a isso. É muito, né?!”, define o fotógrafo Rogério Cavalcanti. 2. Representação em nossa mente de alguma coisa ou fato, enquanto dormimos, define o dicionário Michaelis.

Escapismo. es.ca.pis.mo sm (escap(ar)+ismo) 1. “A moda tem muito escapismo, pois permite levar qualquer pessoa direto para outra realidade. A moda é transformadora”, define o estilista, Dudu Bertholini. 2. Ato ou tendência de escapar, esquivar-se, fugir de qualquer coisa que seja, ou pareça ser, penosa, áspera, causadora de sofrimento, define o dicionário Michaelis.

Clássico. clás.si.co adj (baixo-lat classicu) 1. “Por que todo mundo me faz esta pergunta? Eu não sou nada clássica! Mas considero a palavra um estilo que envolve toda uma questão cultural; no Brasil isso significa ser careta”, arremata a consultora de moda, Costanza Pascolato. 2. Relativo à literatura grega ou latina. 2 Diz-se da obra ou do autor que é de estilo impecável e constitui modelo digno de imitação. 3 Aplica-se ao período de uma determinada língua no qual ela apresenta, no seu uso culto e literário, sensível estabilidade de formas gramaticais e notável precisão no aproveitamento dessas formas, por haver uma norma lingüística bem assente e firme (Matoso Câmara Jr.), define o dicionário Michaelis.

Kitsch. 1.“É um pinguim sobre a geladeira”, define p apresentador do Programa esquadrão da Moda, Arlindo Grund. 2. É um termo de origem alemã (verkitschen), usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente, define o site Wikipédia.

Experimental. ex.pe.ri.men.tal adj m+f (experimento+al3) 1.“Gosto de coisas que nos levam para longe do padrão, que nos possibilita ser livre e achar novas soluções”, define o stylist, Maurício Ianes. 2. Relativo a experiência ou a experimentos, ou por eles caracterizado. 2 Baseado na experiência; empírico. 3 Derivado da experiência ou por ela descoberto; prático: Resultados experimentais. 4 Que serve aos fins ou é usado como meio de experimentação. Conhecimento experimental: o que se funda sobre fatos e na análise científica.

Excesso. ex.ces.so sm (lat excessu) 1. “O menos é mais”, define o cabeleireiro Mauro Freire. 2. Diferença para mais entre duas quantidades; excedente, sobra. 3. Grau elevado; exagero, cúmulo, define o dicionário Michaelis.

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