Mostrando postagens com marcador Collatta appreciate.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Collatta appreciate.... Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

Collatta appreciate...


Perfil- Veja São Paulo
Sabrina Sato - 300 000 reais por mês com ar de eterna bobinha
Ex-dançarina do Faustão e ex-BBB, ela tem coleções de jeans e calçados com seu nome

Uma adolescente descobre que está grávida e sofre horrores. Tem só 15 anos e seu pai está na prisão. Quando ele sai da cadeia, tropeça e cai sobre a filha, que perde o bebê. Contada por qualquer pessoa, a história acima terminaria em olhos marejados ou expressões consternadas. Mas o relato sai dos lábios de Sabrina Sato — que, sem conseguir lembrar-se do título, tenta descrever a trama do último filme que a fez chorar — e resulta numa inexplicável explosão de gargalhadas de quem a ouve. Com ela, tudo vira piada, ainda que nem sempre seja essa a intenção. Você já havia se imaginado rindo ao ver alguém comer minhoca? Graças à capacidade de tornar menos pesadas cenas bizarras como essa, uma das inúmeras que protagonizou no 'Pânico na TV', a moça realizou, aos 29 anos, seu maior sonho.

“Sempre quis ser famosa”, diz a ex-participante do reality show 'Big Brother Brasil', que chega a este Carnaval com status de estrela. Recebeu dois títulos de “madrinha”: no elitizado baile da revista 'Vogue', no último dia 5, e na escola de samba Gaviões da Fiel, cujas cores defende pela sexta vez na madrugada deste domingo (14), no Anhembi. A primeira à frente dos ritmistas. No dia seguinte, no Rio de Janeiro, será musa do Salgueiro.

DO BIG BROTHER AO BUNGEE JUMPING

Foi em 2003, na terceira edição do 'BBB', que o Brasil descobriu essa paulista descendente de japoneses, libaneses e suíços. Sua experiência anterior na televisão havia sido como dançarina do 'Domingão do Faustão'. “Minha formação de balé era mais contemporânea do que de jazz, por isso eu errava tudo”, lembra ela, que acabava escalada para segurar CDs de músicos convidados diante das câmeras. Durante os 67 dias que passou no confinamento — e em que conseguiu a proeza de quebrar dezoito microfones, um recorde do programa —, conquistou o público pela beleza e espontaneidade. Sobretudo ao engatar romance com o goiano Dhomini, que terminou vencedor do jogo. Foi eliminada somente quando outros participantes mandaram os pombinhos juntos para o paredão. Quando ela saiu, a popularidade em alta lhe rendeu um convite para um ensaio nua na PLAYBOY. Foi nessa época que a então aspirante à fama tomou suas duas decisões mais importantes: topar a proposta de integrar o elenco do 'Pânico', sucesso da rádio Jovem Pan que estava migrando para a televisão, e entregar a administração de sua carreira à irmã, a advogada Karina, dois anos mais velha.

Atualmente com ibope em torno de 10,5 pontos, o programa chega a colocar a Rede TV! em primeiro lugar em alguns domingos. Sabrina tem seu quinhão de mérito nisso, reconhecem os próprios colegas de presepadas. Primeiro por encarnar, sem orgulho ferido, a figura da mulher-objeto, cuja inteligência parece inversamente proporcional à beleza — um dos colegas, Carioca, sempre a chama de jumento no ar. Segundo, por topar qualquer palhaçada, não importa quão estapafúrdia seja. Sempre, para júbilo da plateia masculina, com roupas micro. Exemplo: atravessou uma passarela entre dois balões, em pleno voo, apenas de lingerie. “Ela encara de político a salto de bungee jumping”, afirma Emílio Surita, líder e âncora do programa.


Sabrina no Pânico na TV: desventuras em série

O sucesso da trupe de humoristas, combinado ao pulso firme de Karina, deu início a uma multiplicação de lucros. Como de praxe no dito mundo das celebridades, a popularidade converteu-se em polpudos rendimentos. Entre salário e merchandising, embolsa por mês cerca de 200 000 reais — cinco vezes mais que no contrato anterior. Cobra até 40 000 reais de cachê para comparecer por uma hora a eventos. Em sociedade com os dois irmãos, Karina e Karin, tem uma empresa de agenciamento artístico e um salão de beleza. Sua participação nesses negócios, além de em campanhas publicitárias, eleva os ganhos para 300 000 reais mensais. Vem mais por aí: a apresentadora estreou recentemente no maravilhoso universo dos licenciamentos. Hoje existem coleções de jeans e calçados com seu nome, mas uma enxurrada de produtos está prevista para os próximos dois anos. “A linha de produtos de ginástica tem de tapetinho para malhar a halteres”, afirma Karina. Os três moram num descolado tríplex nas Perdizes. Recebem os visitantes com cafezinho e bolo como se ainda estivessem em Penápolis, município de 60 000 habitantes onde nasceram e cresceram, no noroeste paulista. A vida na cidade, sobretudo para os Sato, mudou radicalmente quando uma de suas filhas apareceu no reality show. “Meu marido emagreceu de tristeza”, conta a mãe, a psicóloga Aparecida (mais conhecida como Kika). Quando a edição de PLAYBOY chegou às bancas, o caçula, Karin, trancou a faculdade para fugir das provocações dos colegas.

DE BOBA, ELA NÃO TEM NADA

Segundo quem convive com ela, não é apegada a dinheiro, mas sim às coisas que pode comprar com ele. Pelas suas contas, tem 100 pares de sapatos. Quando a porta do seu closet se abre, porém, surge a impressão de haver ali pelo menos o dobro disso. Voltou dos Estados Unidos recentemente com três bolsas Chanel do mesmo modelo, em cores diferentes. Mas, ao presentear alguém de que goste muito, não poupa. “Ela já me deu uma passagem para Nova York”, conta Yan Acioli, seu personal stylist há cinco anos. Além da estabilidade financeira, a ascensão de Sabrina teve impacto em sua atuação no Pânico. Hoje, raramente precisa encarar tarefas humilhantes como as do início. Pelo contrário, foi destacada para perseguir políticos em Brasília, uma missão que, à primeira vista, parecia impossível para a moça considerada a burralda da turma. Convém alertar, caso ainda haja quem não tenha reparado: de boba, ela não tem nada. Aquela tontinha que aparece nas reportagens não passa de uma versão exagerada da pessoa que Sabrina é longe das câmeras. Sim, ela confunde algumas palavras e tem mesmo o “r” exagerado É desatenta a ponto de ter perdido a carteira de habilitação por excesso de multas de rodízio e celular — vai a todo canto com motorista. Concluiu por si própria, após ler um livro de autoajuda, que sofre de distúrbio de déficit de atenção. “Todos os sintomas batiam”, diz.

Essa imagem ingênua, aliada ao corpão sempre envolto em roupas micro, serve para desarmar as pessoas que ela aborda. Numa dessas, depois de dizer que o senador Eduardo Suplicy era o Super-Homem de Brasília, conseguiu convencê-lo a circular pelos corredores do Congresso com uma sunga vermelha por cima da roupa. A cena, a pedido de Suplicy, não foi ao ar, decisão que provocou críticas: se o programa não poupa artistas, por que pegar leve com um político? “Se um famoso nos procura dizendo que pode ser prejudicado por uma matéria, a gente não leva ao ar”, defende.

Um desdobramento inesperado das temporadas prolongadas na capital federal foi a aproximação com o deputado federal Fábio Faria (PMN-RN), seu namorado há oito meses. “Sabrina é muito família, como eu. É o que mais admiro nela”, jura ele. Apaixonada, a moça escreve cartinhas de amor com poemas de Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa para diminuir a saudade — Faria se divide entre Natal e Brasília, e os dois se encontram, em média, a cada dez dias. “Nunca pensei em me casar, mas quero ter uns quatro filhos”, afirma Sabrina, que pretende começar a, por assim dizer, produção daqui a dois anos. Isso só será possível com uma baita redução no ritmo de vida que leva hoje: ela diz que dorme apenas três horas por noite para dar conta de todos os compromissos. No início de janeiro, ao chegar de Miami, após passar as férias de fim de ano, seguiu do avião para uma sessão de fotos publicitárias. Neste Carnaval, após desfilar para a Gaviões, terá a missão de entrevistar o presidente Lula e o jogador Ronaldo, se eles confirmarem presença nos camarotes do Anhembi. De lá, pausa para tomar café da manhã em casa e rumar para o Rio de Janeiro, onde será musa do Salgueiro horas mais tarde. Em meio à correria, seu esforço número 1 é para não deixar que as atividades paralelas atrapalhem as gravações do Pânico. Tudo para não se complicar com o chefe, Emílio Surita. “A Sabrina às vezes dá uns perdidos, mas sei que é nossa maior relações públicas”, afirma, coberto de razão. Aonde ela vai, seja o Aeroporto de Congonhas, seja o Carnaval fora de época de Natal, pipoca gente querendo foto ou autógrafo. Ela atende a todos, felizona. Apenas duas coisas são capazes de afetar seu aparentemente infinito bom humor: fome e sono.

INSEGURANÇA COM A APARÊNCIA

Uma das maiores peculiaridades sobre Sabrina Sato diz respeito ao seu visual. Como demorou a se desenvolver — até os 15 anos, tinha pernas fininhas e nem sinal do atual bumbum de 98 centímetros —, vira e mexe surge uma absolutamente injustificada insegurança com a aparência. Tem 59 quilos muito bem distribuídos em 1,69 metro de altura. Para inveja de muitas mulheres, não tem uma estria ou celulite sequer. A única intervenção cirúrgica, jura ela, foi implantar 175 mililitros de silicone nos seios. Apesar disso, não gosta de seu nariz (ao qual se refere como “caju”) e odeia ter coxas grossas. Malha quanto pode para deixá-las mais delgadas. A pinta na testa, que tem desde os 4 anos de idade, ela desistiu de remover. “A Sá não dá a menor bola se a chamarem de burra. Mas, se disserem que ela está feia, a coisa muda”, entrega sua mãe. Como é boa de garfo, às vezes sobe ou desce a pé os dezesseis andares do prédio onde mora. Em tempos de Carnaval, não consegue ir à academia mais que uma vez por semana. No resto do ano, mantém a forma com aulas de boxe e muay thai.

Apesar da aparência de furacão sexual, realçada pelos figurinos exíguos com que aparece no vídeo, mostra-se uma legítima moça do interior quando o assunto surge. Jura que, em tempos de solteirice, não beijava pretendentes em baladas e muito menos tinha intimidades no primeiro encontro. “Perdi a virgindade com 20 anos”, diz. Segundo ela, o desinteresse devia-se à meta principal: estabelecer-se profissionalmente. “Enquanto eu fazia milhões de cursos, minha irmã e minhas amigas perdiam a tarde inteira com os meninos.” Esse é outro dado curioso sobre ela: completamente impossível na escola, fazia de tudo para irritar os professores. Certa vez, de tanto ser expulsa das aulas, colou as mãos numa das mesas com Superbonder para não ser retirada da classe. Por outro lado, em qualquer coisa relacionada à vida artística, virava um cordeirinho. “Nas lições de balé, era uma das pessoas mais focadas que conheci”, conta Yvonne Penteado, dona da primeira academia de dança em que Sabrina estudou. “Se a Sabrina não tivesse ido para o BBB, não faria a menor diferença”, afirma José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boninho, diretor do programa. “Ela se daria bem de qualquer jeito por ser engraçada e espontânea.

O FIGURINISTA TEVE DE SUAR
Em sete anos, o guarda-roupa da apresentadora mudou radicalmente


Repaginação completa no visual: só não mexeram na pinta da testa

Se o closet de Sabrina Sato falasse, agradeceria à dona o tratamento especial que vem recebendo. Quando despontou para os holofotes, em 2003, ela misturava questionáveis brincos de pena comprados em camelô com estampas de gosto idem. Hoje, as mais de dez portas espelhadas de armários são um celeiro de grifes como Gucci, Christian Louboutin, Chanel... Basta ver as fotos acima (de 2003, ao ingressar no Pânico, e em 2009, na inauguração de uma casa noturna AAA) para notar a mudança. “Antes, algumas marcas se recusavam a emprestar roupas pra ela”, conta o figurinista Acioli — é comum famosas usarem modelitos emprestados, sobretudo em eventos. “Diziam que ela não tinha o perfil de cliente deles.” Quando isso acontecia, Sabrina comprava a peça em questão. Valeu a pena: “Hoje tem fila de interessados em vesti-la”.



Link:

http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2152/sabrina-sato-300-000-reais-por-mes-com-ar-de-eterna-bobinha/

quinta-feira, 24 de março de 2011

Collatta appreciate...


alek wek

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Collatta appreciate...


Clara Nunes
Origem: Wikipédia

Informação geral
Nome completo Clara Francisca Gonçalves Pinheiro
Apelido A Guerreira
Data de nascimento 12 de agosto de 1943
Origem Paraopeba, Minas Gerais
País Brasil
Data de morte 2 de abril de 1983 (39 anos)
Gêneros Samba, MPB
Instrumentos voz
Período em atividade 1960 - 1983

Biografia
Caçula dos sete filhos do casal Manuel Ferreira de Araújo e Amélia Gonçalves Nunes, Clara Nunes nasceu no interior de Minas Gerais, no distrito de Cedro - à época pertencente ao município de Paraopeba e depois esse distrito virou cidade e foi emancipado com o nome de Caetanópolis, onde viveu até os 16 anos.

Marceneiro na fábrica de tecidos Cedro & Cachoeira, o pai de Clara era conhecido como Mané Serrador e também era violeiro e participante das festas de Folia de Reis. Mas Manuel morreu em 1944 e, pouco depois, Clara ficaria também órfã de mãe e acabaria sendo criada por sua irmã Dindinha (Maria Gonçalves) e o irmão José (conhecido como Zé Chilau). Naquela época, Clara participava de aulas de catecismo na matriz da Cruzada Eucarística. Lá também cantava ladainhas em latim no coro da igreja.

Segundo as suas próprias palavras, cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria e, principalmente, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira, das quais sempre teve muita influência, mantendo, no entanto, estilo próprio. Em 1952, ainda menina, Clara venceu seu primeiro concurso de canto organizado em sua cidade, interpretando "Recuerdos de Ypacaraí". Como prêmio, ganhou um vestido azul. Aos 14 anos, Clara ingressou como tecelã na fábrica Cedro & Cachoeira, a mesma para o qual seu pai trabalhou.

Teve que se mudar para Belo Horizonte, indo morar com a irmã Vicentina e o irmão Joaquim, por causa do assassinato de um namorado, cometido em 1957 por seu irmão Zé Chilau. Na capital mineira, Clara trabalhou como tecelã durante o dia e fez o curso normal à noite. Aos finais de semana, participava dos ensaios do Coral Renascença, na igreja do bairro onde morava. Naquela época, conheceu o violonista Jadir Ambrósio, conhecido por ter composto o hino do Cruzeiro). Admirado com a voz da jovem de 16 anos, Jadir levou Clara a vários programas de rádio, como "Degraus da Fama", no qual ela se apresentou com o nome de Clara Francisca.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Collatta appreciate...


Kelly Osbourne

sábado, 20 de novembro de 2010

Collatta recomenda...


Pessoas sérias e carrancudas deveriam frequentar espetáculos em que a comédia, o improviso e o humor manifestam-se. Basta acionar nossa memória atávica e resgatar lembranças: o Capitão Gay interpretado pelo Jô Soares, o Pantaleão e o Coalhada pelo mestre Chico Anysio, as impagáveis manobras do Bussunda, os delírios do Ronald Golias, as sacadas do Costinha, as ressacas da Catifunda, as brilhantes histórias do Monty Python, as confusões psicodélicas dos Três Patetas, de Oscarito, de Jim Carrey e tudo aquilo que Chaplin, o Gordo e o Magro e Buster Keaton realizaram.

Sou do tempo do Epaminondas e adepto da gargalhada. Outro dia, num domingão sapeando a TV, fui hipnotizado pelo programa Pânico na TV por um personagem surpreendente: o Ursinho Gente Fina, que seduziu o Brasil. Fui incumbido pela Trip de decifrar Eduardo Sterblitch, “aka” César Polvilho, Freddie Mercury Prateado, Serginho ex-BBB e, ufa, o Ursinho Gente Fina. Nosso encontro aconteceu primeiro em sua casa em Moema, São Paulo, e depois na Rede TV. Carioca, 23 anos, nosso Freddie Mercury Prateado possui um currículo turbinadíssimo: nove anos de aulas particulares de clown, oito anos de curso livre no Teatro Tablado e atividades multifacetadas em peças de teatro infantil e musicais femininos. Desde pequenino ele dublava Daniela Mercury e Mara Maravilha no prédio onde morava. Sempre interpretou personagens femininos. “Gostava de imitar mulheres, até com a minha bisavó de bengalinha eu tirava onda”, conta.

Nossa conversa foi embalada por momentos de muita gargalhada e histórias psicodélicas. Edu jura que parte da sua família veio da Rússia, mais precisamente de Chernobyl, onde ocorreu o maior acidente nuclear da história em 1986. Segundo ele, aquelas terras inclusive pertenceram à sua família. Por causa disso, ganhou o apelido de Chernobyl no colégio onde estudou no Rio. Leitor compulsivo de Beckett, Ionesco, James Joyce e outros clássicos da literatura, Edu mergulhou no humor e hoje faz parte do elenco do Pânico. Basta escutar os mantras e bordões que criou para seus inúmeros personagens: “Emiiiliooo, estou grávido”, “Meus braços doooem”, “Papai fugiu”, “Venha, baiano”, “ALOKA” e “Uh! Lady Gaga”.

Sterblitch está em cartaz toda segunda-feira no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, com a peça Minhas sinceras desculpas. “Queria terminar nosso papo implorando para todos assistirem”. Recado dado.

Você escutava Queen?
Não, minha mãe ouvia no carro. Mas nunca procurei saber do Freddie Mercury, nem para compor o personagem. Foi meio por acaso. Quem deu o nome foi o Bola, do Pânico. Eu coloquei o bigode, ele riu e disse: “Olha o Freddie Mercury prateado”.

Esperava tanto sucesso?
Não espero nada da minha vida, nunca.

Você se considera um mau ator?
Me considero. Me considero não: sou um péssimo ator! É fato. Péssimo comediante e humorista.

Quais são as suas referências?
São meus mestres Beckett, Ionesco, Joyce, Duchamp... A dramaturgia pós-guerra é a minha preferida. Isso me ferra completamente, eu preferia ler outras coisas. Sou uma mistura de tudo que vi, não sou nem um pouco original.

Você é uma pessoa triste?
Muito triste. E sou feliz por ser triste, a tristeza me dá a concentração.

Mas você fica em estado depressivo?
Muito. Durmo muito pouco.

Uma metamorfose ambulante?
Eu mudo de um dia pro outro. Dou entrevista e depois me arrependo do que eu disse. Mas o ser humano que não muda de opinião é burro. Mudo de opinião toda hora.

Seus personagens têm a ver com essa metamorfose?
Talvez. Na televisão é tudo muito descartável, é cruel. Quando você manda bem num domingo, vai embora e acabou. Vai ter que se virar e fazer outra coisa na semana seguinte. É como fazer a barba. Vai ter que fazer de novo.

Você acompanhou a Sabrina numa experiência no Santo Daime com ayahuasca?
Sabia que você ia perguntar isso... Você tem cara do Santo Daime! Foi a Sabrina que tomou a iniciativa. Eu nem sabia o que era. Cheguei lá com muito medo. Fiquei muito mal, ficou tudo escuro.

Você seguiu os preceitos? Fazer abstinência sexual, não comer carne durante três dias...
Segui. Não fui lá fazer uma piada, mas achei muito ruim. Tudo que me tira a sobriedade me deixa muito mal.

Você tá mais pra careta ou psicodélico?
Meu adjetivo maior é careta. Eu não gosto de viajar muito, eu já viajo muito.

Qual dos seus personagens te agrada mais?
Nenhum. Não acho nenhum personagem meu do caramba.

“Eu beijo homem na boca. Ali eu sou gay.
Eu e o Carioca”

Mas, no caso do Serginho, você superou o personagem original.
É porque eu não sou o cara. Eu peguei um tipo. Foi do acaso.

Tem preconceito com o seu personagem?
Não, nenhum. Eu beijo homem na boca. Ali eu sou gay. Eu e o Carioca.

Mas, às vezes, o Carioca fala: “Nossa, tô ficando de pau duro aqui”...
É uma forma de ele fazer graça, dar uma quebradinha. Pra você também se autoafirmar um pouco, senão você acaba virando veado.

Você aprende muito com o Carioca? Ele é um mestre?
Muito. Com o Carioca, o Bola, o Emílio. Com todo mundo do Pânico.

Dentro da estrutura do Pânico, o Emílio é o maestro?
O Emílio é um conselheiro, mas acima de tudo um grande manipulador. É o amigo e o inimigo, está sempre um passo à frente. Quando ele percebe que o seu personagem está funcionando, logo fala que não vai durar muito.

Da onde veio o Ursinho?
O Emílio viu um vídeo de um programa de televisão inglês que tinha um ursinho, e me mostrou. Um domingo eu cheguei e a poltroninha estava pronta. A primeira vez que eu fiz a voz foi ao vivo, nem o Emílio tinha ouvido ainda.

E quais são os mantras do Ursinho Gente Fina?
O importante no humor é você estar um passo à frente do seu público. Ser previsível demais ou muito imprevisível. Eu desenvolvo o Ursinho ali. Só falo frases e expressões pequenas, porque não tem mais o que ser dito. E falo “Comam Danone”, ou “Hoje eu comprei um pote”. Um pote de quê? “Não sei, um pote.” Coisas que as pessoas não estão acostumadas a ouvir. Não tem uma linha de raciocínio lógico. É sem lógica, sem querer fazer uma piada. Você opta pelo mais simples...

Você já levou patada?
A gente tinha uma brincadeira ridícula de pedir autógrafo para as celebridades com uma caneta que dava choque. Um dia uma atriz tomou o choque e ficou muito chateada. E eu não soube o que fazer. Fiquei no cantinho, olhando tristinho. E foi pro ar assim. Três matérias depois encontramos ela de novo. Eu peguei uma violeta que tinha num canteiro perto e dei pra ela, pedindo perdão. E a gente fez as pazes. E foi tudo pro ar. É importante cair. Eu acho que o público não gosta de quem é fodão.

“Eu juro por Deus. A terra onde é Chernobyl era da minha família”

CQC é fodão?
CQC é fodão. Todo mundo ali é fodão. E o mais engraçado do CQC é quando algum deles se fode. O público quer ver você se ferrar. Chaplin é isso. Keaton é isso.

Mudando de assunto, quais são suas origens?
A minha bisavó era russa e judia. Ela tem uma história... O pai dela era dono de Chernobyl Eu vou fazer um filme lá sobre a minha bisavó. E vou ganhar um Oscar.

O Pânico sabe disso?
Não. Uma vez eu contei na minha aula de história, e a professora riu de mim, falou que eu era mentiroso. Fiquei com fama de Chernobyl no colégio.

Tô acreditando agora.
O governo russo não aceitava que um burguês tivesse mais dinheiro que o Estado. E a terra dele valia muito dinheiro. Então prenderam ele e tomaram suas terras. Minha bisavó me contava isso. Ela tinha 18 anos, fez um fundo falso num trem e viajou embaixo dele, na Segunda Guerra Mundial, da Rússia até longe pra caralho. E foi a pé da Suécia até a França. Ela foi ainda a primeira mulher que vendeu cintaliga no Brasil.

Collatta recomenda...


[Fernanda veste: Body Rosa Chá, brincos e pulseira Alberta, meia calça Acervo Produção, anel Acervo Pessoal]

Em três anos, Fernanda Torres perdeu o pai, ganhou Antônio, repensou o casamento. Agora, estreia programa inédito e fala, sem querer, da plenitude que alcançou aos 45 anos
Faz dois meses que Fernanda Torres não chega em casa a tempo de colocar o filho caçula para dormir. Tem saído antes das dez da manhã e voltado após as 11 da noite. Nem no Dia das Crianças as gravações deram uma trégua. O jeito foi perder o compromisso em família e deixar que Valéria, a babá que carinhosamente chama de “sócia”, acompanhasse Joaquim e Antônio ao hotel-fazenda programado para o feriado.

Dali quatro dias, enfim, poderia se esbaldar com as crias logo que concluísse as filmagens da série Amoral da História, que estreia em novembro, no Multishow. Baseados nas fábulas do escritor Millôr Fernandes, os episódios carregam muito da concepção e da direção de Fernanda em parceria com a Conspiração Filmes. Para protagonizar um dos capítulos, aparece caracterizada de barata. Durante as duas horas de entrevista à Tpm, hipnotiza esta repórter com suas antenas incessantes e seu humor inteligente, ingrediente fundamental de sua carreira.

Tida como uma das melhores atrizes do cinema, da TV e do teatro brasileiros, Fernanda tem bagagem, talento e esperteza para escolher seus trabalhos a dedo. Nunca se prendeu a contratos com emissoras, tampouco é lembrada por um único personagem. Aprendeu com os pais a conquistar independência profissional, especialmente no teatro. Na década de 90, Fernanda dividiu o palco com a mãe, Fernanda Montenegro, em duas situações: The Flash and The Crash Days, de Gerald Thomas, e Da Gaivota, de Daniela Thomas.

Em 2004, travou parceria com o irmão no filme Redentor, que ela roteirizou e ele dirigiu. Nas memórias de infância, Cláudio Torres não se esforça para lembrar “da Nanda se fantasiando em casa com os figurinos da mãe”. Chama a atenção, portanto, o pouco que se fala, nesses quase 30 anos de carreira, da forte relação dela com o pai, o ator e diretor Fernando Torres, que morreu em 2008 por enfisema pulmonar. “Quem me ensinou a ser mãe foi meu pai. Ele vinha de uma família bem brasileira, mineira, maranhense com índio, em que as crianças são ‘a casa’. Me levava para pescar em Itaipu, comprava boneca, montava aeromodelismo. Sou muito mais meu pai como mãe do que minha mãe”, analisa.

A perda do pai tornou mãe e filhos mais cúmplices, agora zelam mais um pelo outro. Fernanda vê o lado bom: “Sempre tive uma posição de filha, depois da morte do papai fiquei mais adulta”, admite ela, que viu a doença progredir. “Achava que a morte dele seria uma coisa natural. Mas doença e morte não têm nada a ver, é incompreensível a pessoa não existir mais, não se encontrar em nenhum lugar físico”, divaga. Dois anos depois, ela ainda digere essa ausência. Aos 45, diz experimentar a plenitude e discorre sobre o tema em tom sutilmente melancólico.

Fernanda anda apegada a esse momento de vida, no qual se vê preenchida pelos filhos, pela casa, pela família, pelos trabalhos que concretiza. “Os 40 anos são uma idade de muita completude, ao mesmo tempo em que dá para enxergar a curva da vida. Você entende que o tempo passa, e passa rápido, então é uma época de muita felicidade e compreensão da mortalidade. Porque, aos 20 anos, você é imortal”, elucida.

“Quem me ensinou a ser mãe foi meu pai. Ele vinha de uma família bem brasileira, mineira, maranhense com índio, em que as crianças são ‘a casa’”

Nessa sua fase “imortal”, já tinha saído da casa dos pais para morar com o jornalista e apresentador Pedro Bial. A educação que recebera, sem amarras, somada aos primeiros salários, possibilitava essa independência. Fernanda aproveitou e foi conhecer o mundo, fincar seus pés em um sem-número de países. Dos 26 aos 30 anos, estabeleceu-se em Nova York com Gerald Thomas, segundo marido, até não se sentir mais parte daquilo.

Voltou sozinha. “Não queria mais viver com uma mala na mão, queria ter uma casa, uma família, trabalho. Foi um momento em que tive medo porque teria que reconstruir a vida que tinha desmontado”, lembra. No retorno, foi acolhida pelos parceiros Luiz Fernando Guimarães e Débora Bloch, e entrou para a peça 5 x Comédia. “Lembro de uma turnê em Brasília que precisávamos nos ocupar para não cair no tédio brasiliense. Fomos correr no parque e, quando vimos, lá estávamos nós andando de caiaque no lago. Fazíamos qualquer negócio para nos divertir”, conta Débora.

“Queria ser a Marisa Monte, que só fala sobre trabalho. Mas ator é mesmo mais chinfrim”

Dona de um talento versátil, além de atuar Fernanda assina colunas nas revistas Piauí e Veja Rio e artigos sobre as eleições na Folha de S.Paulo. “A Nanda tem uma liberdade interna admirável, não tem medo de se arriscar e está sempre inventando novos caminhos”, descreve Débora. Mesmo assim, não joga no time dos workaholics. O ócio, para ela fundamental, é preenchido com aulas de canto, livros, música. Gosta de ser embalada pela rotina, que é por onde recupera o fôlego gasto com períodos ininterruptos de trabalho. Faz dela seu paraíso: toca seu piano “ruim” (“há dois anos toco a mesma música, ‘Sonata ao Luar’, de Beethoven, e continuo errando. Não tenho o dom, mas não importa”), pratica pilates, ioga.

São visíveis a postura e o corpo modelados pela prática. “Achei que depois de dez anos de ioga estaria voando, mas não. Aprendi milhões de coisas, mas ainda paro nas minhas limitações. E, como tenho vida interior, gosto de ficar ali concentrada, com a respiração”, conta ela, que sente falta de correr no calçadão, atividade que tem evitado pelas pontadas sentidas no joelho. Aos 45, portanto, não lamenta o raio X da idade. “Nunca fui saudosista porque nunca fui linda. Se a mulher é um fenômeno, ela vai envelhecer um fenômeno e talvez sinta mais. Mas nunca fui a bombshell”, reconhece.

Fernanda não funciona em tempo limitado. Detesta a ideia de ter que parar de viver para correr atrás da vida. “Quando você é adolescente você tem tanto tempo, e, quando vai ficando mais velha e vai gostando da vida, não tem tempo para nada. É uma injustiça”, opina. Hoje não vê a hora de voltar com o leva e traz das crianças na escola e a logística de criar dois meninos de idades tão distintas: Joaquim, 11, e Antônio, 2 anos e meio. “Quando, no terceiro fim de semana consecutivo, o Joaquim disse que ia dormir na casa de um amigo, achei que era melhor fazer outro, porque aquele ali já estava indo”, lembra, rindo.

Antônio, então, nasceu em 2008, quando ela tinha 42 anos e o casamento com Andrucha Waddington, diretor e sócio da Conspiração Filmes, somava mais de uma década. “Ele é superafetuoso, mas não é um pai que para tudo pelos filhos. Ele tem o ano de trabalho e o mês de férias, em que é pai absolutamente. Foi criado assim”, conta.

Fernanda aprendeu a ser menos melancólica com Andrucha; ele, a ter uma rotina mais plácida. “Essa minha vida interior, do piano, da escrita, da leitura, ele fica abismado. Mas me ensinou a ir pro mundo”, revela. Apesar dos hábitos distintos – ela é diurna; ele notívago, workaholic, fumante –, foi nas semelhanças que a relação se apoiou. “Temos necessidade de vida própria, uma enorme ansiedade produtiva e uma franqueza bruta com a vida”, descreve a atriz, que hoje mora numa casa e o marido, em outra.

Explica: “Ano passado o Andrucha ficou seis meses filmando e morando sozinho na Espanha. Quando tentamos juntar de novo, nos estranhamos”, comenta. E emenda: “Ele trabalhava em casa, eram pessoas dia e noite, a casa parecia a nave espacial Apollo 13, as quatro crianças de idades variadas [Joaquim, Antônio e os enteados, um com 16, outro com 18 anos], cada um com a sua vida. Realmente precisava. E você não escolhe, a vida vai te empurrando”, esclarece. Passado o furacão, reaproximaram-se.
“Os 40 anos são uma idade de muita completude, de felicidade e compreensão da mortalidade. Porque, aos 20 anos, você é imortal”

Toda essa novela da vida real foi acompanhada pelos sites de fofoca desde os rumores da separação, há um ano. Questiono se isso a incomoda. Fernanda então para, franze a testa, entra em crise. “Porque deveria me incomodar quando me fotografam na rua se estou falando da minha vida pessoal para você? Aliás, não devia ter falado nada disso. Olha que loucura, estamos há horas falando da minha intimidade porque quero fazer as pessoas verem Millôr Fernandes e a moeda de troca é a minha família. Isso é certo? Queria ser a Marisa Monte, que só fala sobre trabalho. Mas ator é mesmo mais chinfrim”, consola-se, sem perder o humor.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Collatta lifestyle...


Aniversário de Lagerfeld(77) dia 10, esqueci de postar! unf

Collatta appreciate...


Tufi Duek

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Collatta appreciate...


Pedro Lourenço